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Medicina
Versatilidade é fundamental

Roberto Fiszman afirma que o médico deve ter várias qualificações (Foto: Raul Santana)

A medicina está diretamente ligada ao trato com o paciente. Pessoas que não gostam de se relacionar com outras dificilmente se adaptarão a essa profissão. O médico Roberto Fiszman, chefe do serviço de epidemiologia e avaliação do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) destaca que essa é uma habilidade indispensável. “Tradicionalmente a atividade médica pressupõe gostar de gente, de ouvir, de conhecer, acompanhar. Se não tiver essas qualidades, vai ser muito complicado exercer a profissão”, ressalta.

Outra condição importante para seguir a carreira médica é gostar de estudar. Os avanços e as descobertas de novos medicamentos e tratamentos exigem que o profissional esteja em constante atualização. Além disso, na opinião de Roberto Fiszman, o médico precisa ser versátil. “A mensagem mais importante para os jovens que vão ingressar nessa profissão é que hoje precisamos de profissionais com várias qualificações. Não adianta ser bom em apenas um aspecto. Precisa ser versátil”, destaca.

O que faz

Habilitado a prevenir, diagnosticar e tratar as doenças da população, o médico precisa estar em constante atualização. Quem escolhe essa carreira tem pelo menos dez anos de estudo pela frente e muita dedicação. Em geral, nas várias especialidades existentes, o dia-a-dia do médico consiste na realização de consultas para diagnósticos ou prevenção de doenças, análise de exames, prescrição de medicamentos e realização de cirurgias.

Áreas de atuação

O médico pode atuar na área pública, que engloba as esferas municipais, estaduais e federais, ou na iniciativa privada, em hospitais, clínicas e centros médicos particulares. Existe ainda o campo acadêmico, a pesquisa, a área de administração, que envolve a gestão de saúde, a biomédica, a engenharia médica, entre outras.

Especialização

Após a conclusão do curso de medicina, o profissional tem duas opções para buscar a especialização: a residência médica ou a pós-graduação. Para fazer a residência médica é preciso prestar concurso e escolher uma das cinco áreas disponíveis: cirurgia, clínica médica, pediatria, ginecologia e obstetrícia e medicina preventiva e social. Em geral, a residência dura de dois a três anos. Para fazer outras especializações, como por exemplo, cardiologia, é preciso fazer primeiro a residência em clínica médica para só depois iniciar esse curso.

'Pensei em desistir'

Fernanda Soares: ânimo novo com a residência (Foto: Vinicius Marinho)

A dedicação que o curso de medicina exige é mesmo muito grande. Essa pressão quase fez a médica recém-formada Fernanda Soares Gomes Canedo desistir da profissão. “Durante o curso, muitas vezes, pensei em desistir. Cheguei a questionar se era isso mesmo que eu queria, se a carreira iria me trazer retorno financeiro e reconhecimento. Mas acabei seguindo em frente”, afirma. Atualmente, ela está cursando o primeiro ano de residência em clínica médica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“A residência está me trazendo um novo ânimo com a profissão. Apesar de todas as dificuldades, há também muitas recompensas. A medicina tem um lado bastante gratificante. Às vezes, sabemos que não vamos curar o paciente, mas podemos trazer conforto para ele, e sentir que estamos fazendo o bem é algo muito bom. Eu sempre quis ser médica, desde criança. Adorava meu pediatra e quando alguém se machucava em casa, eu corria logo para ajudar. Meus planos para o futuro são me especializar em gastroenterologia e também fazer mestrado e doutorado”, conclui.