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Contra hepatite B, também camisinha!
Rovena Rosa

Quando o tema são as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), a Aids costuma ser a mais citada, em geral, por não existir ainda cura ou vacina, apenas tratamento que controla a doença. Mas há várias outras, como sífilis, HPV e hepatite B, que apesar de não terem tanta repercussão, podem causar danos irreversíveis.

A hepatite B é responsável por diversos casos de câncer de fígado e cirrose. O vírus se transmite através do contato com sangue, sêmen ou fluidos vaginais de uma pessoa infectada para outra saudável. Hepatite é uma inflamação do fígado, na maioria das vezes causada por infecção viral.

Há cinco tipos principais: A, B, C, D e E (ver gráfico). A chance de os jovens se contaminarem com hepatite B ocorre, principalmente, na relação sexual. “O vírus da hepatite B é cem vezes mais infeccioso que HIV porque resiste até sete dias exposto no ambiente, ao contrário do HIV, que morre rapidamente quando está em contato com o ar”, explica Lia Lewis-Ximenez, médica gastroeneterologista do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

O uso de camisinha na relação sexual continua sendo a maneira mais eficaz de evitar que as pessoas se contaminem. Como o vírus sobrevive fora do corpo humano, devemos nos certificar que estúdios de piercings, tatuagens, salões de manicures, consultórios dentários, hospitais, entre outros, usem materiais descartáveis ou esterilizem todos os instrumentos. Já existe também uma vacina eficaz aplicada no Brasil desde 1998 em crianças e adolescentes até 19 anos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, no mundo todo, cerca de 2 bilhões de pessoas já foram infectadas. Destas, 350 milhões vivem com a fase crônica da doença. Em torno de 600 mil pessoas morrem todos os anos por causa das consequências da hepatite B.

Os sintomas, quando presentes, podem ser pele amarelada, urina escura, fadiga, náusea, vômito e dores abdominais. “Quando se contrai a hepatite B, os primeiros seis meses da doença se caracterizam como a fase aguda. Durante esta fase ela pode ainda se apresentar de forma branda ou mais raramente de forma grave, necessitando às vezes de internações ou até de transplante de fígado. A grande maioria das pessoas adultas se cura sozinha, mas algumas podem evoluir para doença crônica, sofrendo danos no fígado”, diz Lia Lewis-Ximenez.

Um adolescente ou um adulto que contrai a doença têm 10% de chance de desenvolver hepatite B crônica. Destes casos, 10% a 20% podem ou não evoluir para cirrose ou câncer. Já bebês com menos de um ano de idade que contraem a doença têm 90% de chance de tornar crônica a doença e correr o risco de ter consequências mais sérias. É importante fazer o diagnóstico o mais rápido possível, principalmente para aqueles casos que possam ou vão evoluir para uma forma mais grave.  

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